terça-feira, 3 de janeiro de 2012

FUI ROUBADO



Pois é calha a todos.

É lamentável que continue a existir quem se dedique a esta atividade. E porquê? Porque podem e porque sabem que não existe consequências.

Neste assunto sou radical. As medidas a aplicar devem ser muito mais duras. Duras mesmo. Daquelas que valem a vida e que faça pensar o “ladrão do alheio” se vale a pena arriscar.

Outro dia soube que existem mais violadores e assassinos nos reformatórios (menores que 16 anos) que nas cadeias… Dá que pensar. Nos reformatórios aos fim de uns aninhos estão fora…Na cadeia praticamente nada fazem e ainda recebem…

Sabiam que existem policias que têm de levar papel higiénico para as esquadras…

Vale tudo…
Resta-me “investigar pela net” e esperar que os meus amigos me ajudem.

Foi roubada na zona de cascais (Fontainhas).
Entre o dia 25 e 31 de Dezembro.
É uma GT 2.0 modificada. Suspensão integral. Deve ser vendida futuramente por peças.

Obrigado pela ajuda.

Fique descansado. Eu vou continuar a ir às compras ao Pingo Doce, não se rale!



Caro Dr. Alexandre Soares dos Santos,

Muitos parabéns. Tomou a decisão certa. Vender a totalidade do capital da sua querida Jerónimo Martins à subsidiária holandesa foi uma decisão inteligente.

Qualquer um no seu lugar faria o mesmo. Afinal, «nós temos é que olhar para nós, e perguntar: o que é que eu posso fazer pelo meu país?», não é…

Não sei se se recorda mas, a frase é sua, verdadeira e cheia de boas intenções, e foi proferida a 7 de Abril de 2011, no programa ‘Retrato do País’, da Sic-Notícias.

Um homem de prestígio como o senhor – e a quem o País tanto deve – que coloca os capitais num país onde a carga fiscal é mais baixa, é um grande homem.

E, como se prova, podemos contar consigo nas horas de aperto de cinto e de apego ao nacionalismo mais urgente.

O senhor, que se gaba de a Jerónimo Martins se encontrar numa situação muito sólida, com níveis baixos de endividamento, nega que tal operação em nada tem que ver com o brutal aumento da carga fiscal proclamada sucessivamente nos últimos meses. E tem razão. Eu acredito no senhor. Acredito que é uma mera acção administrativa.

Sabe…também acredito que o senhor é um empresário digníssimo, que, e bem, está a pensar unicamente no seu negócio, e que demonstrou que, afinal, a portugalidade e a natureza do «tuga» – e desculpe a expressão mais popularucha, sei que lhe é estranha – não se compagina com qualquer tipo de estrato social, como o meu por exemplo, que, comparado com o seu, é miserável.

Pode dormir em paz, caro Dr. Alexandre Soares dos Santos, não fez nada de errado. E não fez mais que tantas outras empresas portuguesas têm feito desde sempre: ir pagar impostos fora do país. E, sim, também sei que isso inclui empresas públicas.

O que o senhor e a sua família fizeram é legal, natural e um mero acto resultante da liberdade de movimentação de capitais que a moeda única trouxe consigo.

Mas, meu caro Dr. Alexandre Soares dos Santos, da próxima vez que falar, avise as agências, para que estas se encarreguem de baixarem o seu rating de moralidade a lixo, mais coisa menos coisa, proporcional ao seu sentido patriótico, que, como vemos, é gigante.

E porque sei que tem mais que fazer do que atender uma mísera cidadã como eu, que não pode ir pagar menos impostos fora de portas, recordo-lhe mais uma das suas grandes convicções de empresário a quem muito a economia e o Estado português devem. E não passou assim tanto tempo… foi a 8 de Novembro de 2011, e proclamava assim o senhor numa conferência sobre a crise em Portugal, organizada pela Associação Portuguesa de Gestão e Engenharia Industrial, onde eu estive presente: «as elites têm que ser responsáveis e uma das principais ameaças ao desenvolvimento é faltarem políticos, empresários, intelectuais, académicos e sindicalistas independentes, capazes de poderem exercer por inteiro a sua responsabilidade».

Ora bolas, afinal o senhor é um deles e eu não sabia! Numa coisa tenho de dar razão a Marx: «o capitalismo gera o seu próprio coveiro».

P.S. – Ah, e fique descansado. Eu vou continuar a ir às compras ao Pingo Doce, não se rale!