terça-feira, 30 de agosto de 2011

Mais uma golpada - Jorge Viegas Vasconcelos despediu-se da ERSE



É uma golpada com muita classe, e os golpeados somos nós....

Era uma vez um senhor chamado Jorge Viegas Vasconcelos, que era presidentede uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem, poucos devem saber para o que serve.

Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem maiores. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregadora, quaisquer reparos, subsídios ou outros quaisquer benefícios.

Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa com 12 mil euros por mês durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo emprego.
Aqui, quem me ouve ou lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo: «Mas você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?».

E eu respondo: «Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade própria!».

E você volta a questionar-me: «Então, porque fica o homem a receber os tais 12 000 por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?».

Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos
Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos».

Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE forem mais vantajosos para os seus gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.

Dizendo ainda melhor: o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos. Com a bênção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes.

Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis. Trata-se, em suma, de um desenfreado, e abusivo desavergonhado abocanhar do erário público.
Mas, voltemos à nossa história...

O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo.

Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é - e para que serve - a ERSE? A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético.

E pergunta você, que não é burro: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?». Parece que não.

A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço.

Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores. Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE? Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino, aguentará tão pesada canga? E tão descarado gozo? Politicas à parte, estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

José Socrates


Sócrates tirou a licenciatura na extinta independente (sim… já não existe), num domingo, com média de 14 e aos 39 anos.... QUERIAM MELHOR? É engenheiro, mas nunca pertenceu à ordem…
Iniciou os estudos no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, quatro anos depois tornou-se bacharel como engenheiro técnico e depois disso… ninguém sabe bem…

PORTUGAL NO SEU MELHOR.


segunda-feira, 21 de março de 2011

A CLASSE DOS NOSSOS POLÍTICOS

Pois é. Iniciamos com a verdade... um país mais pobre





Depois passamos para os insultos. Sócrates chama parvo a Louçã...




Louçã chama manso a Sócrates... mas Sócrates logo responde...



Louçã volta atacar, mas Sócrates volta a dizer: "Tenha tento na língua..."



E o debate continua...




Sócrates vira-se para Portas... Porte-se com juizinho...



A bancada do PS "malha" na do PSD...




e a "palhaçada" continua...




Até existem "cornos"



Mas vamos as gafes:



E para acabar em grande...




E ANDAMOS NÓS A PAGAR PARA ISTO...

PEC - EXPLICAÇÃO PARA TOTÓS

Original...


domingo, 27 de fevereiro de 2011

ASSIM NÃO EXISTIA CRISE.

Recebi por e-mail, mas concordo:



12 de Março de 2011 - Um milhão de pessoas na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política


Estamos de olhos bem abertos e dispostos a fazer quase-tudo, para mudar o rumo deste abuso.

Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagar.

Nenhum governante fala em:

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados;

2. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode;

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego;

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros?s e não são verificados como podem ser auditados?

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc...;

7. Redução drástica das Juntas de Freguesia.. Acabar com o pagamento de 200 euros por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 euros nas Juntas de Freguesia.

8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades;

9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;

10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...

11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado;

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc;

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes

14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES....;

15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;

17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.

18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP;

19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.

20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.

21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.

22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).

23. Assim e desta forma Sr. Ministro das Finanças recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado ;

24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP (Parcerias Público Privadas), que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem"...;

25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;

26. Controlar a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise";

27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;

28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.

30. Pôr os Bancos a pagar impostos.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

COISAS QUE NÃO GOSTO...



Ontem fui ao hospital.

Entrei as 19h45m. fui a triagem cerca de 15 minutos depois.

Prioridade Amarela (Significa que tens de esperar ainda mais), cirurgia.

10h50m estava a ser chamado. Apenas três horas. Que sorte.

Entrei e dez minutos depois estava cá fora, com uma carta para entregar à minha médica de família.

Aparentemente a dor que tinha e que não sabia identificar, não era urgente e o “Doutor” achou que não era merecedor de fazer exames. Disse-me: “Não é para urgências”

Agradeci, pedi desculpa pelo seu tempo perdido e voltei para casa. Com dores, sem medicação e sem saber o que tenho…

Hoje tentarei saber o que significa urgência. Ou melhor, em que situações devemos ir às urgências…

Mas melhor melhor, foi o Sr. que tinha sido agredido. 4 horas de espera,  apenas porque alguém lhe bateu... Estava a sangrar. Seria urgente o suficiente para ficar 4h à espera…  

Agora resta-me aguardar um mês, se tiver sorte,para a consulta na médica de família... 

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A doença reumática juvenil e a Educação Física em meio escolar

 

A doença reumática provoca aos alunos dor, inflamação e rigidez articular.
Estas manifestações dos alunos com doenças reumáticas limitam a mobilidade, provocando incapacidade funcional e condicionando, assim, a aprendizagem na aula de Educação Física. As características e necessidades próprias destes alunos obrigam a que os mesmos devam ser incorporados numa escola democrática e inclusiva e onde o professor assuma essa diferença, adaptando e flexibilizando as estratégias e os objectivos a atingir, dando significado à individualização do ensino e à pedagogia diferenciada no sentido de proporcionar o sucesso educativo, traduzido na igualdade de oportunidades no que respeita à avaliação, sem que as respectivas adaptações se traduzam em menores ou melhores classificações. Não se deve, no entanto, pôr em causa a aquisição das competências terminais de ciclo (Básico e Secundário).

       A avaliação inicial (diagnóstica, prognóstica e preditiva) e especialmente a comunicação entre os intervenientes – aluno, família, médico e professor - surge como factor fundamental no sentido de referenciar o mais precocemente possível os casos, conhecer o tratamento adaptado a cada caso, detectando os factores de risco associados, as limitações ou incapacidades descritas no relatório e no atestado médico. Serve ainda para o professor saber como agir em caso de crise de dor e intervir como apoio emocional ao aluno e à própria família, gerindo as limitações e as ausências frequentes e certificando-se que este terá um desenvolvimento escolar e social tão normal quanto possível.
       Só assim se pode optimizar as estratégias de tratamento e a definição dos objectivos do aluno por área, definindo as bases da diferenciação do ensino.
       Reconhece-se que existem factores que condicionam a leccionação em alunos com doenças reumáticas, tais como o clima e o horário e rotação dos espaços.
       Se o aluno apresentar dores, estas articulações devem ser mantidas em descanso. No entanto, a exigência deve ser adaptada no sentido de manter o aluno ao nível dos outros, não expondo desnecessariamente as limitações físicas do mesmo perante a turma e equilibrando as necessidades especiais da criança com as exigências de ser tratada tão normal quanto possível.
       Todavia, em nenhum momento se pode descurar a importância da atitude de empenho, perseverança, esforço, responsabilidade e auto-disciplina do aluno perante a disciplina.

       É meu entender que, na maioria dos casos, os professores necessitam de um maior conhecimento e formação no sentido de compreender a doença e saber as suas limitações. No entanto, acredito que a Educação Física, através da prática dos exercícios, acarreta benefícios e actua de forma preventiva, destacando-se o papel fundamental da escola, dos professores e da Educação Física pelo seu carácter específico no desenvolvimento escolar, social, motor, emotivo e no desenvolvimento da auto-estima do aluno.

José Fernandes – Professor de Educação Física
(Resumo da palestra efectuada no XIII Fórum de Apoio ao Doente Reumático)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

RETRACTO DE UMA GERAÇÃO...

Impossível ficar indiferente...



REVISTA DA SEMANA


São dois os grandes destaques da semana:

1 - Moção de censura anunciada pelo Bloco de Esquerda;
2 - Idosos encontrados mortos em casa sozinhos;

Em relação à primeira, parece-me mais uma grande farsa. Muita poeira mas continuará tudo na mesma. Continuam as contestações, a todos os níveis, mas não existe a vontade nem determinação para realizar as medidas necessárias. Com isso, paga  sempre o povo.

Em relação à segunda, acredito que não existe nada pior do que morrer sozinho. Ninguém merece…

Em Portugal estuda-se uma vida, Licenciados, Mestres, Doutorados, que não têm outra alternativa por vezes senão trabalhar em super mercados (sem qualquer desprimor,pois é tão honesto ou mais que qualquer outra actividade), muitos a receber 10 meses, sem contracto, ou a recibo verde. Em alguns casos 60% dos seus ordenados são para o IVA, IRC e Segurança Social (esta paga-se os 12 meses).
Muitas vezes a “coisa” pública tem atrasos nos ordenados que em alguns exemplos chegam aos três meses.

Sem direitos, sem acesso a créditos, sem acesso ao trabalho. Vive-se na casa dos pais, com a ajuda dos pais e em alguns casos dos avós. Casamento é cada vez mais tarde, filhos nem pensar…

E o futuro pertence aos que já nascem ricos ou que vão para a política.
Em suma o mundo é dos espertos…


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

BLOCO DE ESQUERDA VAI AVANÇAR COM MOÇÃODE CENSURA AO GOVERNO


Primeiro, Francisco Louçã desafiou o Governo e José Sócrates a apresentar uma moção de confiança. Como José Sócrates disse que não, que isso seria criar instabilidade, o líder do Bloco de Esquerda anunciou que seriam os bloquistas a apresentar uma moção de censura.

Confesso que não sou do BE, mas começo a acreditar que em Portugal, só lá vai como no Egipto…

OBESIDADE


Obesidade: 9000 pessoas morreram desde 2004 à espera de tratamento

 
Mais de nove mil pessoas morreram em Portugal desde 2004 com problemas relacionados com a obesidade enquanto aguardavam consulta ou tratamento, assegura a Associação de Obesos e Ex-obesos de Portugal (ADEXO).

"Estamos de luto pelas cerca de nove mil pessoas com obesidade que desde 2004 morreram e continuam a morrer nas listas de espera para consulta e nas listas de espera para cirurgia de tratamento da obesidade", disse Carlos Oliveira, presidente da ADEXO.

A associação está de luto "não porque não se tenha feito nada, mas sim porque nada do que está feito que necessite de investimento é implementado pelos serviços do Ministério da Saúde", explicou Carlos Oliveira.

Carlos Oliveira adiantou que mais de duas mil pessoas aguardam tratamento por via cirúrgica e outros milhares esperam uma primeira consulta no Serviço Nacional de Saúde, alguns há mais de dois anos.

"Todos os anos morrem em média 1500 pessoas, mortes relacionadas com a obesidade e que poderiam ser evitadas", disse.


O mais recente estudo realizado em Portugal sobre a incidência da obesidade, coordenado pela médica Isabel do Carmo, revelou que mais de metade da população tem excesso de peso; 14,2 por cento destes casos são casos de obesidade.

A obesidade, que a Organização Mundial de Saúde considera "a epidemia do século XXI", é uma doença crónica e constitui um dos mais graves problemas de saúde pública que Portugal enfrenta.


É partindo do princípio de que se trata de um problema nacional que Carlos Oliveira considera urgente a entrada em funcionamento do plano que reduza as listas de espera.

Em Portugal tem assumido especial importância o excesso de peso nas crianças e jovens. A prevalência da pré-obesidade e obesidade em idade pré-escolar, escolar e adolescente é de 31 por cento, com 10 por cento de casos de obesidade.




A patologia está relacionada com um maior risco de doenças e de mortalidade precoce. Nas doenças associadas destacam-se a diabetes tipo 2 e as doenças cardiovasculares.

A diabetes tipo 2, que em cerca de 80 por cento dos casos ocorre em obesos, tem prevalência crescente e neste momento já atinge crianças e adolescentes.

As doenças cardiovasculares relacionam-se com estas duas condições - obesidade e diabetes - e são, a par do cancro, uma das grandes causas de mortalidade precoce.


http://static.publico.pt/pesoemedida/noticia.aspx?id=1382293

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

MEDIDA DO GOVERNO VISA AUMENTAR A ... OBESIDADE

Menos desporto e mais quatro quilos

Próximo ano lectivo com menos actividades desportivas

A eliminação do desporto escolar pode levar cada aluno a ganhar quatro quilos num só ano lectivo, revela um especialista em obesidade infantil apresentando dados estatísticos à agência Lusa. Na sequência das previsões para o plano de organização do próximo ano escolar, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) criticou aquilo que diz ser a eliminação das horas para o desporto escolar.
Para António Palmeira, investigador da Universidade Lusófona, a supressão do desporto escolar teria consequências a longo prazo na saúde dos jovens. “Parece-me uma perspectiva muito economicista, de curto prazo. As pessoas que não fazem desporto nestas idades muito dificilmente o farão na idade adulta e 80 por cento dos que são obesos nesta altura serão obesos na idade adulta”, frisou em entrevista à agência Lusa.
Segundo as contas do especialista, duas sessões de desporto escolar por semana representam o consumo de mil calorias, o que corresponde a 30 mil calorias por ano. “Representam quatro quilos a mais no jovem se mantiver o mesmo regime alimentar num ano lectivo, só por não terem desporto escolar”, sintetiza António Palmeira.
Segundo o especialista, sem o desporto escolar “será difícil os alunos terem acesso de forma organizada à prática desportiva”. “O desporto escolar é uma oportunidade de os nossos jovens praticarem desporto da sua preferência sem ser tão sério como um clube federativo e com encargos reduzidos para as famílias”, explica.
Sobre a nova taxa de IVA aplicada ao desporto juvenil, que aumentou de seis para 23 por cento, António Palmeira teme que leve também à redução da práctica desportiva: "Provavelmente vai passar a ver-se como um extra, um luxo”.
A Fenprof acusou, na última segunda-feira, o Ministério da Educação de querer “impor, sem negociar”, um plano de organização do próximo ano escolar que poderá eliminar “cerca de 10 mil horários de trabalho”, entre os quais se incluem os cerca de mil horários para o desporto escolar.